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domingo, 2 de novembro de 2014

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Keith Hunter Jesperson, o famoso Happy Face,foi um serial killer nos anos 90.

Quando criança torturava animais, cresceu sem apoio dos seus pais, e sofria bulliyng quando jovem por ter uma altura desproporcional do que as outras crianças da sua idade. Começou a matar gatos, cachorros, pássaros e esquilos com 6 anos.

Ele espancava-os com uma barra ferro até a morte, e de acordo com ele, aos 20 anos já teria matado tudo que é tipo de animal.

“Eu era Arnold Schwarzenegger. Era como se eu brincasse de guerra. Quando eu olhava para os cães, eles morriam de medo. Agachavam e faziam xixi. Ficavam tão assustados ao me ver que começavam a tremer. Você chega ao ponto em que matar não é nada demais. É a mesma sensação matar animais e humanos. Você sente a pressão na gargante deles tentando respirar. Você realmente tira a vida desses animais e não há muita diferença. Eles lutam por suas vidas tanto quanto um ser humano“, disse para a repórter ao ser entrevistado na prisão.

Mas começar com a “carreira” de serial killer foi um orgulho para seus pais.

“Uma vez meu pai me viu jogando um gato contra o chão e estrangulando-o. Ele ficou com orgulho do que eu fiz com o gato e se gabava com os vizinhos sobre como eu havia se livrado dos cães e gatos das redondezas. Isso me fez continuar matando e logo comecei a pensar como seria matar um ser humano.” disse Keith.

Começou a matar humanos após se separar de sua esposa em 1990. Ele era motorista de caminhão, vivia na estrada, e claro, ficava com muitas prostitutas. Sua mulher percebeu isso então decidiu se separar para o bem dos seus 3 filhos. Após voltar para casa todo esperançoso de encontrar sua família esperando-o no jardim, se deparou com armários vazios, e um bilhete. Ficou em choque, com raiva, MUITA RAIVA, e depressivo. Decidiu matar pessoas, como um hobbie.

Suas vítimas eram mulheres em geral, ele escolhia as mulheres que já tinham debochado dele, zombado dele algum dia. E em geral, essas mulheres eram prostitutas.

E após assassinar uma jovem que conheceu em um bar, ele desenhou uma carinha feliz no seu corpo com sangue, por isso ficou conhecido como Happy Face. Todas suas vitimas eram marcadas com a carinha feliz, o que chamou atenção dos detetives.

Sempre que matava uma mulher, ele documentava em uma fita cassete, caso um dia fosse pego queria mostrar o porque dele ter cometido tais crimes, queria esclarecer que ele era inocente.

Keith Hunter confessou mais de 160 assassinatos durante 5 anos descrevendo suas vítimas como “pilhas de lixo”.

E para seus filhos, ter um serial killer como pai não foi nada bom.

“Meu pai costumava matar gatos que andavam pelas redondezas. Uma vez vi ele quebrando o rabo de vários gatos e pendurando-os pelo rabo, com um nó, no varal do quintal. Sai correndo e contei para minha mãe, quando voltamos os gatinhos estavam mortos no chão e meu pai rindo,” disse Melissa Moore, filha de Keith no livro “Silêncio Quebrado: A História Não Dita da Filha de Um Serial Killer.”

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“Meus pais se divorciaram em 1990, quando eu tinha 11 anos, depois que minha mãe soube que meu pai tinha tido um caso com uma garçonete, na Califórnia. Minha mãe estava distante, e quando meu pai voltava de seu emprego como motorista de caminhão de longa distância, ele muitas vezes era o pai que mostrava que nos amava ,regando-nos com presentes e saia do seu caminho para tornar o nosso tempo com ele uma diversão. Ele estragou-nos com o sistema eletrônico e equipamentos caros de jogos para os presentes de Natal. Ele nos levava para andar de bicicleta, jogar boliche, caminhadas, camping – ele sempre quis fazer nossos dias com ele especiais. Eu, principalmente, me sentia muito bem tratada por sua atenção. Apesar de seu lado divertido, nunca me senti à vontade ou seguro em volta do meu pai. Eu peguei um sentimento doentio, que eu não conseguia explicar. Não havia nenhuma razão lógica na hora da minha sensação de desconforto, então eu pensei que algo estava errado comigo. Quando eu tinha 12 anos, meu pai começou a me dar pistas sobre os assassinatos. Eu só achava que ele estava recitando detalhes de seus romances policiais e revistas de crime. Mas ele estava realmente me dizendo coisas que tinha feito! Eu me lembro dele dizendo: “Eu sei como matar alguém e fugir com ela.” Quando eu tinha 13 anos, ele me disse que ele iria cortar botões da calça jeans de modo que não haveria quaisquer impressões digitais, em outra visita, ele disse que poderia arrastar um corpo sob o seu caminhão para se livrar dos dentes para que não pudessem rastrear quaisquer registros odontológicos do corpo.”

Em março de 1995 foi preso por ter matado sua namorada Julie Winningham, e quando confessou ter matado todas aquelas mulheres, foi julgado pelos crimes.


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Você pode ver o filme “O Assassino Happy Face” que é baseado na vida de Keith Hunter.


quinta-feira, 16 de outubro de 2014



David Parker Ray, mais conhecido como "O Assassino da Caixa de Brinquedo" (The Toy Box Killer).

Apesar de ser considerado um serial killer, nenhum corpo de suas supostas vítimas foram encontrados. FBI estima que seu numero de vítimas foi em torno de 60 pessoas.

Nascido em Belen, Novo México, em 1939. Teve uma infância "típica" da grande maioria dos psicopatas: teve um pai abusivo, sofria bullying na escola por ser um garoto tímido. Na adolescência, usou drogas e álcool.

Em algum momento de sua vida, ele começou a sequestrar, torturar e provavelmente matar. Não se sabe precisamente quantas vítimas foram no total, pois ele possivelmente começou no inicio dos anos 50, quando ele ainda era um adolescente.

Seu apelido veio de seu trailer de tortura, o qual ele gastou aproximadamente 100 mil dólares, equipado com seus "amigos": chicotes, polias, correntes, serras... O principal alvo de Ray eram prostitutas. Algumas de suas vítimas eram liberadas após alguns dias. Segundo Hendy, as que morriam, eram desmembradas, queimadas e seus restos foram jogados no lago Elephant Butte.

[leiamais]

Ray foi preso no dia 22 de Março de 1999, quando sua última vítima, Cynthia V., conseguiu escapar. Para escapar, Cynthia esperou até que Ray fosse trabalhar e, em seguida, conseguiu pegar as chaves de suas algemas que a cúmplice, e namorada de Ray, havia deixado em uma mesa próxima a ela. Cyntia se libertou das algemas mas foi percebida por Cindy que lutou para prendê-la novamente. Cindy quebrou uma lampada na cabeça de Cynthia mas Cytnhia conseguiu acertar Cindy com um picador de gelo no pescoço e fugiu.
Quando a policia chegou ao local, Cindy e Ray alegaram que sequestram Cynthia numa tentativa de ajudá-la a se livrar do vício em heroína. Ao olharem o trailer, além dos dispositivos de tortura e dos brinquedos sexuais, encontraram o distintivo falso que Ray utilizou quando sequestrou Cynthia e sinais da luta de Hendy conta Cynthia. Foram presos e acusados de 12 crimes diferentes, incluindo sequestro e estupro.

Durante as investigações, mais indícios de outras vítimas foram encontrados. Uma vítima antiga, conhecida como Angelica M., se apresentou a policia e disse que havia sido sequestrada por Ray um mês antes do sequestro de Cynthia V. Ela havia denunciado seu sequestro mas por algum motivo, a policia não prosseguiu com a investigação.
Dentre os pertences, além de fotos de uma vítima, foi encontrado uma carta de um cidadão chamado Mark, da Austrália, para Connie e Candy, que acredita-se ser uma vítima de Ray. FBI, junto a policia australiana, está a procura de Mark para conseguir mais informações sobre Connie, Ray e seus cúmplices.

O Julgamento de Ray começou no dia 28 de Março de 2000. Logo após a escolha do júri, Ray sofreu um ataque cardiaco e seu julgamento foi adiado. Cynthia V e uma outra vítima sobrevivente, Kelly G., testemunharam contra ele. Porém o juiz decidiu adiar o caso pois queria tentar julgar Ray de um crime cometido no Colorado em 1996, apesar das provas não serem muito fortes. Uma lista com as rotinas para manter prisioneiros foi descartada, junto com os dispositivos de torturas contidos na "Toy Box" pois não conseguiram provar que Ray tinha posse desses objetos em 1996. Em 7 de maio, durante o julgamento de Ray pelo assassinato em Colorado, Angelica M. teve uma overdose de drogas e faleceu. Assim, mais um testemunho foi perdido. Em 23 de Maio, após uma nova seleção de juri, o julgamento foi finalmente feito e Ray foi acusado de 12 crimes, incluindo, conspiração para sequestro, sequestro e estupro. Em Julho, o juiz declarou a nulidade do julgamento, pois o juri não conseguia entrar em um acordo sobre o veredicto.

Em Novembro, começou um novo julgamento. Poucos dias depois, o juiz que estava no caso, veio a falecer. O processo não poderia prosseguir até Abril do próximo ano. Desta vez, Ray não deu tanta sorte e foi considerado culpado por todas as 12 acusações. Em Junho começou seu segundo julgamento. Nesse, Ray fez um acordo e se declarou culpado. Com isso, sua filha e cúmplice Jesse Ray, conseguiu uma pena mais amena.
Ray foi condenado a 224 anos de prisão pelo sequestro e tortura de 3 mulheres, mas morreu 8 meses após ser condenado, tendo cumprido 2 anos e meio enquanto aguardava julgamento.


Com sua morte, não havia mais o que ser feito. Nenhum corpo foi encontrado, nenhuma morte foi ligada a ele oficialmente e mais nenhuma vítima se apresentou. Em Novembro de 2002, a Toy Box foi aberta ao pública, com a esperança de que mais vítimas se apresentassem.






Cúmplices conhecidos:
Cynthia "Cindy" Lee Hendy - namorada de Ray. Sentenciada a 36 anos de prisão por sequestro e tortura.
Glenda Jenn "Jesse" Ray - Filha de Ray. Setenciada a 5 anos de liberdade condicional por sequestro.
Dennis Roy Yancy - Setenciado a 2 sentenças de 15 anos cada por sequestro e assassinato em segundo grau.

Vítimas conhecidas:
1995 - Jill Troia
1999 - Cynthia V. e Angelica M.

sem datas especificas:
Kelly Garret
Marie Parker
Angie Montano
Billy Bowers (vítima alegada por Hendy. Foi morto, desmembrado e jogado no lago)


A estória de Cynthia V.
Ela conheceu Ray enquanto trabalhava como prostituta em Albuquerque. Ele ofereceu a ela $20 por sexo oral. Cinthia aceitou. Ao entrar no carro, Cinthia se deparou com Cindy, namorada de Ray. Imaginou que tinha caido numa armadilha mas Ray mostrou-lhe um distintivo e a "prendeu" por prostituição. Eles a amarraram, amordaçaram, prenderam seu pescoço com um colar de metal e dirigiram com ela no banco de trás por horas. Não havia nada que ele pudesse fazer. Quando eles pararam, a levaram para um trailer e a acorrentaram a um ferro ao lado de uma cama. Aparentemente era aonde eles viviam. Eles colocaram uma fita de aproximadamente 20 minutos informando a ela que agora ela seria sua escrava sexual e ela enfrentaria vários tipos de abusos, sexo com animais e tudo que Ray exigisse.
Eles aplicaram choques elétricos e instrumentos médico por várias áreas de seu corpo, a suspenderam do teto, a chicotearam e ameaçaram-na com uma arma.
Após conseguir fugir, a jovem moça correu completamente nua. Dois carros passaram por ela mas não pararam pra ajudar. Ela encontrou uma casa que estava com a porta aberta e entrou. Implorou para uma senhora que estava assistindo TV a ajudasse. A senhora colocou um roupão em Cynthia e ligou para a emergência. Quando os policiais chegar na casa onde Cynthia se encontrava, ela chorava histericamente e apenas gritava "Estou viva! Estou viva!"


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

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Aconteceu em 29 de janeiro de 1979: a estudante Brenda Anne Spencer, com 16 anos na época, protagonizou um ataque à escola que ficava do outro lado da rua de sua casa, a Cleveland Elementary School, em San Diego, Califórnia.
Com a carabina que ganhou de natal de seu pai, Brenda feriu 8 crianças, um policial e assassinou o diretor e o segurança da escola. Ela afirmou ter sido “muito divertido, como caçar patos” e que seus colegas pareciam “uma manada de vacas paradas, alvos muito fáceis”.

Quando questionada sobre o motivo de ter cometido tamanha atrocidade, ela simplesmente respondeu: “I don’t like mondays.” (Eu não gosto de segundas-feiras.)


Brenda foi julgada como uma adulta, e ainda está cumprindo pena nos EUA.

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Sua frase inspirou a música “I don’t like mondays” do álbum de mesmo nome, da banda “The Boomtown Rats”:

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E a mesma frase foi escrita em um muro no filme “Clube dos Cinco” (1985):

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terça-feira, 14 de outubro de 2014



Gary Ridgway se declarou culpado em 05 de novembro de 2003, pelos assassinatos de 48 mulheres de 1982 a 1998, pondo fim ao maior caso de assassinato não solucionado nos EUA.
Linha do tempo de Gary Ridgway:

15 de julho de 1982: As crianças brincando perto de Kent encontram o corpo estrangulado de Wendy Coffield, 16 anos, de Puyallup, em Green River.

13/15 agosto de 1982: Corpos de quatro mulheres mais jovens encontrados em ou perto de Green River. A polícia suspeita que há um serial killer atacando.

16 de agosto de 1982: A polícia prepara a maior movimentação da força policial, desde os assassinatos de Ted Bundy.

30 abr 1983: A atenção da polícia se volta para para Gary L. Ridgway. Ocorre quando a vítima Marie Malvar desaparece e o namorado segue a pickup dos suspeitos no desaparecimento. A pickup é identificada como propriedade de Ridgway. Ridgway nega qualquer contato com Malvar.

03 de maio de 1983: Carol Christensen desaparece do Pacific Sul Highway.

20 de novembro de 1983: A polícia diz que o mesmo homem matou 11 mulheres encontradas em South King County desde o Verão de 1982.

02 de abril de 1984: mais cinco conjuntos de restos de esqueletos encontrados. Número oficial de vítimas atribuídas ao assassino em série é de 20, mas o número poderia ser tão alto quanto 30.

20 de abril de 1984: mais dois conjuntos de restos encontrados perto da curvatura do Norte, incluindo os de Amina Agisheff, 36 anos, que foi visto pela última vez em Seattle em 1982. Eventualmente listado como primeira vítima do assassino.


A policia recolhendo o corpo de uma das vítimas de Green River:


Maio 1984: contatos Ridgway Task Force Green River, aparentemente para oferecer informações. Dado um polígrafo, ele passa.

9 de dezembro de 1984: Suspeita de pedágio sobe para 42.

06 de fevereiro de 1986: Polícia procura uma casa perto do Aeroporto Internacional de Seattle-Tacoma. O ocupante, descrito como uma “pessoa de interesse”, é questionada pela força-tarefa.

Maio 1986: Autoridades dizem que o homem nada links para o caso.

08 de abril de 1987: Polícia home busca e veículos de um homem que foi visto pela última vez com pelo menos duas das vítimas. A lista de vítimas é estipulado para o número 46. Polícia leva “amostras corporais” do homem, mas não há provas suficientes para prendê-lo. O homem é Ridgway.

Julho de 1991: Green River Força-Tarefa é essencialmente para baixo a um investigador, Tom Jensen. O assassino não foi encontrado apesar de anos de trabalho investigativo, a criação da força-tarefa, as despesas de mais de US $ 15 milhões, o uso de um computador de US $ 200.000, o acúmulo de milhares de suspeitos e do preenchimento de mais de 750 três-anel ligantes com milhões de fatos.

2 de novembro de 1999: Os restos de uma vítima encontrada perto do rio Verde, em Kent, em 1986, são identificados como Tracy Winston, 19, vista pela última vez perto de Northgate em Seattle em 1983. Polícia usa o processo de novo DNA para identificar os restos.
Março de 2001: laboratório criminal do Estado começa a usar o método de DNA para testar novas evidências assassino de Green River.

Foto de todas as vítimas ligadas ao assassino de Green River:


30 de novembro de 2001: King County Sheriff Dave Reichert anuncia prisão de Ridgway, 52 anos, de Auburn, em conexão com os assassinatos de quatro das primeiras vítimas do assassino de Green River. O DNA de Ridgeway está ligado a três deles.

15 de dezembro de 2001: Reichert reúne 11 investigadores para trabalhar em tempo integral na construção de provas contra Ridgway.

18 de dezembro de 2001: Entra Ridgway “não culpado” apelo a quatro acusações de homicídio qualificado na morte de Márcia Chapman, 31; Cynthia Hinds, 17, e Mills Opal, 16 – cujos corpos foram encontrados dentro ou perto de Green River em agosto . 15, 1982 – Carol e Christensen, 21, cujos restos foram encontrados fora Maple Valley em 8 de maio de 1983.

27 março de 2003: Ridgway é acusado de assassinato em primeiro grau agravada no assassinatos de mais três mulheres: Coffield, 16; Debra Bonner, 23, e Debra Estes, 15. Polícia e promotores dizem que a poeira microscópica de tinta nas roupas leva prova que Ridgeway levou três mulheres à morte, uma vez que ele era pintor de Caminhão

3 de abril de 2003: Ridgway se declara inocente em King County Superior Court às três acusações mais recentes de homicídio em primeiro grau agravada.

26 de julho de 2003: Ridgway é movido a partir da cadeia do condado de King, em Seattle para um local desconhecido em meio a relatos de que ele pode querer cooperar com as autoridades em troca de tirarem a pena de morte de consideração

19 de agosto de 2003: Restos de Pammy Avent, de 16 anos, encontrados a leste de Enumclaw, são identificados após relatos que Ridgeway está trocando informação pela sua vida.

24 de agosto de 2003: Mais sete ossos são encontrados por detetives investigando as mortes do serial de Green River. Um investigador do gabinete de King County Medical Ecaminer diz que os ossos parecem ser humanos

27 de setembro de 2003: Os ossos de April Buttram, de 17 anos, são identificados. A força-tarefa de Green River anuncia que os ossos encontrados em 30 de Agosto e 02 de Setembro perto de Snoqualmie combinam com o DNA de Burttram, que desapareceu no fim de Agosto de 1983

02 de outubro de 2003: Investigadores da força-tarefa de Green River identificam os restos encontrados numa ravina fora de Auburn como Malvar, que tinha 18 quando desapareceu em 30 de Abril de 1983

Outubro de 2003: Ridgway fornece detalhes de pelo menos dois assassinatos que não estavam na lista oficial: Patricia Yellow Robe, 38, que foi encontrado morta agosto 6, 1998, e Marta Reeves, 36 anos, que foi morta em 1990.

5 de novembro de 2003: Ridgeway é culpado de 48 acusações de assassinato em primeiro grau agravado, incluindo 42 dos 49 assassinatos atribuídos originalmente ao serial de Green River. Além desses, também são contadas Linda Rule, Roberta Hayes Reeves, Patricia Barczak, Robe Yellow e outra vítima não identificada.


 Uma mulher detida na Pensilvânia, nos EUA, afirmou ter matado mais de 20 pessoas em vários estados americanos, informou neste domingo (16) a reportagem de um jornal local.

Miranda Barbour, de 19 anos, disse ao jornal "The Daily Item" que esfaqueou até a morte sua mais recente vítima, um homem de 42 anos, em novembro passado.

Ela contou que conheceu sua vítima através do site "Craigslist" e que concordou em fazer sexo com ele por US$ 100, mas depois o matou com a ajuda de seu marido. "Eu me lembro de tudo. É como ver um filme", comentou.

Barbour e seu marido, Elytte Barbour, foram acusados pelo assassinato do homem e estão presos em locais diferentes.

A mulher, no entanto, afirma que essa morte é apenas uma de uma série de assassinatos que cometeu ao longo dos anos, do Alasca ao Texas.

Indagada quantos assassinatos teria cometido, ela começou a fazer uma contagem que chegou aos 22, acrescentando que o número pode ser muito maior.

A declaração da mulher levou os investigadores nos Estados Unidos a revisar vários assassinatos não resolvidos à procura de possíveis conexões.

Barbour disse que começou a assassinar aos 13 anos, depois de ter sofrido abusos sexuais quando era criança por parte de um homem que foi membro de uma seita satânica no Alasca.


Um homem de 57 anos planejou estuprar, matar e comer uma garota de 14 anos. Prenderam ele, mas ele não está sozinho por ai...


Segundo a Promotoria, o enfermeiro Dale Bolinger usava uma comunidade online de "fetiches obscuros" para falar sobre a decapitação e o canibalismo de mulheres e meninas, como uma forma de satisfazer fantasias sexuais.

Ele foi preso pela polícia inglesa num esforço conjunto com o FBI, que rastreou um e-mail usado pelo acusado uma investigação em fóruns online sobre estupro, assassinato e canibalismo de mulheres. O FBI teve acesso a registros de conversas travadas por Bolinger na comunidade online. Neles, Bolinger comentava, segundo a acusação, que teria decapitado uma adolescente de 14 anos, comido crianças diante de suas mães e matado e comido uma mulher grávida e seu feto.

'Carne de vitela'

Muitas destas conversas envolviam o ato de comer crianças, às quais ele se referia como uma "boa carne de vitela", segundo depoimentos dados no julgamento.

Ao vasculhar o celular e o computador do acusado, a polícia encontrou arquivos de fotos de crianças com os nomes "jantar; uma já foi, uma à espera", "o churrasco", "o churrasco2" e "o churrasco3". Ele também vinha conversando com uma adolescente mexicana de 14 anos chamada Eva, que vivia na Alemanha.

Em uma das conversas, Bolinger propôs se encontrar com a garota em uma estação de trem e discutiu como faria sexo com ela antes e depois de sua morte.

"Ele disse que mataria ela com um machado ou uma machadinha e depois a comeria", disse o promotor Martin Yale.

Boelinger ainda teria dito que "a ideia de fazer amor e depois comê-la é muito excitante".

Mas Eva, que não foi identificada, nunca apareceu para o encontro, e Bolinger voltou para casa.

Em depoimentos, ele admitiu a posse das imagens encontradas em seu computador, mas nega que tenha tentado se encontrar com a adolescente depois de assediá-la sexualmente e diz que foi à estação de trem porque temia pela segurança da garota.

 



Então ele foi até o local do encontro pela segurança dela... QUE CARA BONZINHO!


A cidade de Maringá no PR, parece que está com um Serial Killer a solta.
A Polícia essa semana confirmou o 10º caso de uma garota encontrada morta perto de uma torre de energia.

Sempre é uma garota de programa, e o corpo é encontrado sem roupa, de barriga pra cima, braços abertos, espancados, esfaqueados e com dentes quebrados. Os corpos também sempre são encontrados perto de uma torre de energia.

Apesar da semelhança a polícia ainda está investigando o caso para confirmar se é um Serial Killer. Se confirmado eles vão recorrer a um psiquiatra forense para conseguir pegar o assassino.

Esse caso ganhou menos repercussão que o Serial Killer de Goiânia provavelmente pelo maníaco usar como vítimas garotas de programa. Mas depois do 10º caso já começa a se espalhar a notícia e assustar a cidade...

Espero que esses casos sejam resolvidos logo.



Um americano foi preso nesta segunda-feira, após invadir a casa de sua namorada, matar a mulher e comer seu coração, pulmões e cérebro. Anos antes, ele já havia passado pela prisão, acusado de assassinato, mas pagou fiança e deixou a cadeia em 2012. As informações são do Daily Mail.

Segundo a publicação, Joseph Oberhansley, 33 anos, teria invadido a casa da parceira Tammy Jo Blanton, 46 anos, na última quinta-feira. O caso aconteceu na cidade de Jeffersonville, em Indiana, nos Estados Unidos.

Os restos do corpo da mulher foram encontrados sob uma lona no banheiro de sua casa. Os policiais disseram que encontraram também um prato coberto de sangue e ossos, além de utensílios de cozinha ensanguentados.

Após o início das investigações, o acusado assumiu que teria cozinhado partes do cérebro da namorada, além de seu coração e pulmões. Depois, segundo o depoimento, ele comeu todos esses órgãos, deixando o resto do corpo no banheiro.


Oberhansley foi acusado de assassinato, abuso de cadáver e invasão de propriedade. Ele ainda será julgado. Em 1998, o acusado teria sido condenado por outro homicídio, envolvendo a morte de outra mulher com quem ele mantinha um relacionamento.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

crianças psicopatas

Aos 9 anos, o paulista Bernardo enforcou a empregada de sua casa usando uma gravata que pertencia ao pai. Ele passou a gravata em torno do pescoço da mulher, fez um laço num cano e puxou. Bernardo não chegou a suspender sua vítima. Ela desmaiou e acabou se enforcando com o próprio peso. Um ato de crueldade inimaginável – e que se encaixava na personalidade psicopata do garoto.

“O menino apresentava um distúrbio de comportamento violentíssimo. Esfregava fezes na parede ou as atirava nas pessoas. Também tinha perversões sexuais com crianças do mesmo sexo”, revela, sob anonimato, o médico que o atendeu. “O garoto não era vítima de pedófilos maiores de idade. Ele é que tomava a iniciativa das ações sexuais. Pegava pedaços de madeira para empalar outras crianças, por exemplo.” O caso da empregada foi abafado pela família, e não houve punição para Bernardo.


Assim como ele, os psicopatas têm uma gama de sentimentos reduzida. Não sentem ternura, amor, solidariedade ou tristeza. “Vivem num pêndulo entre duas emoções básicas: o entusiasmo (para buscar os objetivos) e a ira (quando se frustram por não realizá-los)”, diz o psiquiatra Hugo Marietan. “Mas estudam os sentimentos das outras pessoas com o objetivo de manipulá-las”. O choro do psicopata não é espontâneo, e sim puro teatro para conseguir alguma coisa. Ele despreza os colegas ao vê-los rindo ou chorando. Um outro jeito de ver a vida. “Ele atirava fezes nas pessoas e praticava atos sexuais com outras crianças.”
crianças psicopatas

Rafael foi adotado aos 3 anos. Márcia, a mãe adotiva, o encontrou num abrigo para menores. “Antes disso, ele passou por situações de violência e privação de comida”, diz. Conforme foi crescendo, começou a fazer coisas ruins. Roubou celulares de amigos e abusou sexualmente da irmã mais nova. “Não chegou a violentá-la, mas abusou dela por muitos anos”, diz Márcia. “Só descobrimos quando ele saiu de casa, aos 18 anos, após assediar uma vizinha.” Rafael foi diagnosticado com personalidade anti-social agravada por pedofilia. Hoje, aos 25, é pai de um menino de dois anos, que mora com a mãe. “Nossa maior preocupação é que ele se aproxime da criança”, diz Márcia. “É difícil para as pessoas entenderem a situação porque ele parece muito bonzinho, cativa todo mundo.” Rafael mora num apartamento alugado pela família. “Ele mente até o último minuto possível. Só admite a verdade quando vê que não tem saída.” – Márcia, 43 anos, publicitária, mãe de Rafael, 25, São Paulo.
crianças psicopatas

O americano Jason Massey tinha 9 anos quando matou o primeiro gato. Gostou. Nos anos seguintes, dissecou dezenas de outros, que pegava perto de casa. Psicopatas como ele têm uma curiosidade mórbida por animais domésticos. Espetam os olhos de tartarugas, estripam pássaros para saber o que há dentro, botam fogo num cão só para vê-lo correr. E não se horrorizam com isso. Na verdade, desfrutam do sofrimento alheio – e não se importam em carregar a imagem de sádico. Jason tinha essa fama. Um exemplo: “Na adolescência, supostamente matou o cachorro de uma garota que não quis ser sua namorada”, diz a psicóloga forense Katherine Ramsland.

Em seu diário, Jason registrou fantasias de estupros e canibalismo com mulheres. Seu ídolo era Ted Bundy, famoso psicopata americano que seduzia jovens para depois estuprá-las. Bundy matou pelo menos 30 mulheres antes de ser executado na cadeira elétrica, em 1989. Jason queria superar essa marca. Em julho de 1993, aos 20 anos de idade, foi apresentado por um amigo a Christina – de apenas 13 anos. Confessou ao amigo que gostaria de matá-la. Roubou uma arma calibre 22 e comprou munição, facas e algemas.

Poucos dias depois, Jason convenceu Christina a passear com ele de carro no meio da noite pelo interior do Texas. Christina levou junto o amigo Brian, de 14. Foi o último passeio deles. “Brian levou dois tiros. Christina foi desmembrada. Sua cabeça e suas mãos desapareceram”, conta Ramsland. A garota levou dezenas de facadas. Teve as vísceras removidas e os mamilos cortados. Jason foi julgado pelos crimes e condenado à morte por injeção letal, em 2001.

A ciência ainda tenta explicar o que está por trás de condutas tão extremas. E algumas pistas têm surgido. O médico forense Guido Palomba examinou vários indivíduos com distúrbios de comportamento. E observou uma característica peculiar nos cérebros de pessoas sádicas. “A constituição anatômica era igual à do cérebro de um epiléptico, com assimetria entre as duas metades”, diz Palomba. Isso sugere que comportamentos radicalmente violentos podem ter raiz neurológica – e genética.


“Brian levou 2 tiros. Christina foi desmembrada. Sua cabeça e suas mãos desapareceram.” – Katherine Ramsland, psicóloga forense, EUA.
crianças psicopatas

O pequeno Steven cresceu cercado pela violência. “Meu marido me batia e eu revidava”, contou a mãe, Cathy, ao jornal britânico The Guardian. “Steve era um dos meus 7 filhos. Ele era o meu queridinho. E ainda é. Apenas se meteu em problemas.” Aos 11 anos, o menino começou a roubar e foi levado a um lar para menores infratores, onde ficou até os 18. A mãe diz que ele sofreu abusos lá (tanto que a instituição acabou sendo fechada). A partir daí, Steven viveu entrando e saindo da prisão: foram 38 condenações por roubos e posse de drogas. Até que em 1993, aos 23 anos, finalmente saiu do limite: estrangulou e queimou Thomas Kelly, de 18, num terreno abandonado de Suderland, na Inglaterra. No ano seguinte, fez o mesmo com David Hanson e Gavid Grieff, ambos de 15. Foi condenado à prisão perpétua em 1996. Segundo o promotor, Steven matou os meninos para que parassem de dizer que ele era gay. Diante da mãe, no entanto, Steven nunca confessou o crime. “Sei que ele não vai sair da prisão enquanto eu estiver viva. Mas eu ainda o amo. Nunca poderia ir contra ele porque é meu filho.” “Ele era o meu queridinho. E ainda é.” – Cathy, mãe de Steven Grieveson, 41, Inglaterra.
crianças psicopatas

Roberto Aparecido Alves Cardoso sofreu anóxia (falta de oxigênio) durante o parto. Dezesseis anos mais tarde, arquitetou o assassinato do casal de namorados Liana Friedenbach, de 16, e Felipe Caffé, de 19. Roberto Cardoso é o Champinha, autor de um dos crimes mais famosos do Brasil recente. Qual a ligação entre as duas coisas? Ele é considerado um pseudopsicopata, ou seja, uma pessoa que se comporta como psicopata devido a um dano físico sofrido pelo cérebro – no caso, a anóxia.

Champinha estuprou Liana por 5 dias e depois a matou a facadas. Felipe recebeu um tiro na cabeça. Os comparsas de Champinha foram condenados a 177 anos de prisão. Como era menor, ele foi para a Fundação Casa e em 2007 foi internado na Unidade Experimental de Saúde (UES), em São Paulo, onde está até hoje. No ano passado declarou, por meio de seu advogado, que não vê “sentido” em ficar preso e gostaria de estudar para ser veterinário. Sua rotina na UES se resume a comer, dormir e assistir aos jogos do Corinthians.

Pessoas como ele poderiam um dia ser reintegradas à sociedade? Talvez não. A maioria dos especialistas acredita que a psicopatia tenha um componente genético. Segundo essa teoria, uma boa educação não seria capaz de impedir que a criança se tornasse má. No máximo atenuar o transtorno. Em vez de assassino, o indivíduo poderia virar um executivo inescrupuloso ou um político corrupto, por exemplo.


“Um assassino assim não pode viver em sociedade.” – Ari Friedenbach, Pai de uma das vitimas. Brasil.
crianças psicopatas

André tinha 3 anos quando começou a fazer terapia. Segundo Claudia, a mãe, era muito arteiro. “Ele queimava os brinquedos e depois apagava com água e terra. Aos 4, queimou um armário inteiro que ficava fora da casa. Uma vez colocou fogo debaixo do carro usando papel e fósforo, e por sorte não houve uma explosão. Eu e meu marido demos uma bronca, como qualquer pai faria”, diz Claudia. Os especialistas disseram que o menino era hiperativo com déficit de atenção. Ele era simpático e conversador, mas mentia demais, e com extrema convicção.

Aos 15 anos, André entrou numa fase mais agressiva. “Ele nos xingava e dizia que ia nos matar. Que explodiria uma bomba em casa. Tentava montar artefatos com fios e adubo do jardim. Eu dormia trancada no quarto com meu marido e o outro filho”, diz a mãe. “Uma vez, ele pegou uma faca e veio andando em nossa direção completamente surtado. Foi necessária a intervenção da polícia, que é despreparada para lidar com pessoas nesse estado.”

Já adulto André foi diagnosticado com transtorno anti-social – equivalente, no caso dele, a psicopatia. “Ele tem atitudes inesperadas. Age como uma pessoa normal e tem inteligência admirável. O problema é quando explode”, diz Claudia. Segundo ela, o pior de ter um filho problemático é a incerteza constante. “Uns dias são melhores, outros piores, e você nunca sabe o que virá”. “Não está escrito na testa que eles são psicopatas. Passarão pela vida sem que as outras pessoas saibam. Nós, como pais, só queríamos que fossem pessoas capazes de conviver em sociedade, trabalhar, criar e manter suas famílias. Principalmente, que fossem felizes.” Hoje, aos 33, André trabalha como técnico em computação e ainda mora com os pais. “Ele tem ficado mais tranquilo com o tempo. Rezo para que continue assim”, diz Claudia.


“Ele era uma panela de pressão prestes a explodir sem motivo aparente, ou quando era contrariado.” – Claudia, 56 anos, estudante de direito, mãe de André, 33, São Paulo.
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Aos 6 anos, Bruno não demonstrava emoções nem vínculo afetivo. Só apatia. Depois o garoto se tornou agitado e manipulador. A mãe, Jussara, o levou a vários médicos no ABC paulista. Todos disseram que era apenas ansiedade. E Bruno foi ficando cada vez pior – tentou suicídio 3 vezes. Depois dos 18, finalmente recebeu um diagnóstico concreto: transtorno de personalidade. “Eles [os médicos] disseram que meu filho não pode viver em sociedade. Foi duro escutar isso.” Mãe de 4 filhas mais novas, Jussara diz que o melhor para Bruno seria permanecer internado. “O problema é que as clínicas não o aceitam. Além dos laudos médicos, já precisei de várias liminares para que o internassem”, afirma. Entre um hospital e outro, Bruno se envolveu romanticamente com duas enfermeiras, uma das quais o ajudou a fugir. “Ele nunca fez mal aos outros porque a família agiu desde cedo para contê-lo, com remédios e internações”, diz a mãe. Hoje com 24 anos, o rapaz está desaparecido há um mês. “Provavelmente virou um andarilho”, acredita Jussara, que teme ser responsabilizada por atos violentos do filho contra outras pessoas. “E se amanhã acontecer alguma coisa na rua, como os casos monstruosos que vemos na TV, a culpa vai ser de quem?”


“A maioria dos especialistas é despreparada. Sempre diziam que o problema era da criação. E meu filho foi piorando.” – Jussara, 40 anos, professora, mãe de Bruno, 24 anos.
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Em 1986, o americano Jeffrey Bailey Jr, de 9 anos, foi deixado sozinho com o amiguinho Ricky Brown, de 3. Jeffrey sabia que o menino tinha medo de água e não sabia nadar. Mesmo assim, levou-o para a piscina e o empurrou lá dentro. Ricky se debateu por vários minutos, gritando por socorro. “Em vez de estender o braço, Jeffrey puxou uma cadeira para assistir à morte do menino. Depois foi para casa”, diz a psicóloga forense Katherine Ramsland, da Universidade DeSales, nos EUA. Ao se encontrar com um vizinho, Jeffrey perguntou “o que era a gosma branca” que sai do nariz de uma pessoa que se afoga. A polícia encontrou o corpo de Ricky às 18h40, cerca de 8 horas após o afogamento. “Foi um acidente”, mentiu Jeffrey. “Ao ser interrogado, o garoto se mostrou indiferente à morte do amigo. Ele estava mais preocupado em ser o centro das atenções do que em sentir qualquer tipo de remorso pelas coisas que havia feito”, conta Ramsland.

A história ajuda a entender a mente psicopata. É comum que crianças (normais) tenham dificuldade de lidar com emoções. Podem ser impulsivas, narcisistas ou agressivas, bater nos irmãos por ciúme ou egoísmo. “Mas quando uma criança comete atos assim por sadismo, e sem sentir remorso ou culpa, pode-se suspeitar de psicopatia”, diz o psicólogo forense americano Carl Gacono. “Outro elemento é a falta de empatia, a incapacidade de se colocar no lugar do outro.” Segundo Gacono, esses 4 sinais – sadismo, falta de remorso, falta de culpa e ausência de empatia – podem ser detectados entre 6 e 9 anos, quando a personalidade está se formando.

“Ele não demonstrou remorso, e estava desfrutando ser o centro das atenções.” – Katherine Ramsland, psicóloga Forense, EUA
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Os pais de Gordon suspeitaram cedo de seu caráter amoral. “Desde que ele mamava no peito, eu percebi que não estabelecia um vínculo afetivo. Mas ele era agradável com as outras pessoas, tão charmoso e atraente, não me preocupei muito”, diz Barbara, a mãe. “Aos 7 anos, vi que algo realmente estava mal: eu tinha de mantê-lo longe dos dois irmãos mais novos para evitar que os agredisse. E o peguei abusando sexualmente da gata do vizinho”, diz ela.

Aos 12, Gordon foi acusado de abuso sexual contra uma mulher. Passou alguns anos detido por essa e outras 7 ações do mesmo tipo. Sempre negou a culpa. “Nós demos educação, carinho, viagens, imóveis – e ele arruinou tudo”, conta a mãe. “Ele tinha sempre um motivo para pedir dinheiro emprestado, que nunca devolvia. Nos extorquiu US$ 200 mil”, afirma ela.

Hoje, aos 24 anos, Gordon é pai de um menino de 4. “Meu maior temor é que ele faça mal a meu neto, que vive com a mãe a 3 200 km da cidade onde eu e meu filho vivemos”, diz Barbara, que teme até revelar a cidade onde mora. Hoje, Gordon tenta se abrigar na casa de desconhecidos, que conhece em pontos de venda de drogas. “Predadores são predadores, mesmo que sejam nossos filhos. Não importa o que você fizer, eles vão sempre desrespeitar, ameaçar, desprezar e odiar você. Negar esse fato só causa mais dor”, diz Barbara.

Ao contrário dela, a maioria das mães não consegue enxergar que o filho é um psicopata. Mas o transtorno de personalidade começa a dar sinais desde bem cedo, por volta dos 6 anos – em casos extremos, até antes. “A professora do jardim de infância nota que a criança não obedece a ordens, comete atos muito agressivos e age de forma independente do grupo”, explica o psiquiatra Hugo Marietan, da Universidade de Buenos Aires, que estuda psicopatas há 20 anos. “Isso acontece porque o psicopata é uma unidade em si mesmo. Enquanto as outras pessoas se apoiam em redes afetivas, seja de parentes seja de amigos, ele não necessita de ninguém.”

Gordon nunca teve um amigo verdadeiro. E isso faz todo o sentido: os psicopatas não entendem a amizade. Para eles, não passa de um sinal de fraqueza.


“Há filhos que são assim. Não importa o que você fizer, eles vão sempre desrespeitar, ameaçar, desprezar e odiar você.” – Barbara, mãe de Gordon. EUA.
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Desde pequeno, Gustavo batia nos pais e em outras crianças. Era algo tão grave e tão constante que o levou a ser internado aos 13 anos num hospital psiquiátrico, onde ele ficou por um ano e meio. O tratamento não surtiu efeito. Sua mãe, Natália, se sentia culpada e humilhada pelas outras pessoas. “Diziam que eu permitia os abusos dele, que bastaria dar uns tapinhas”, afirma. “Minimizavam a situação, falavam que Gustavo tinha apenas uma adolescência conflituosa.” O garoto roubou dinheiro da família, destruiu a casa 3 vezes, cortou a orelha do pai e golpeou as costelas da mãe, que foi parar no hospital por isso. “Às vezes, eu acordava no meio da noite e ele estava nos observando dormir. Percebi que nos mataria a qualquer momento”, conta Natália. “Enfrentei todas essas situações, esperei o que estipula a lei (protegê-lo até os 21 anos) e dei por terminado esse calvário. Não o vejo mais.” Natalia tomou a decisão em 1993, após fazer terapia e decidir que o filho era irrecuperável. O casal acabou expulsando o garoto de casa – por puro medo de ser assassinado. “Muitas mães continuam carregando essa situação nos ombros. Outras morrem nas mãos de seus filhos”, afirma. Gustavo é a minoria da minoria. Há crianças que são agressivas e perversas como ele era na infância – mas não necessariamente se tornarão adultos problemáticos. Elas batem nos irmãos e tiram objetos dos pais, por exemplo, mas tudo passa após uma etapa de ajuste. “Não podemos jamais concluir que crianças com distúrbios de comportamento serão psicopatas no futuro. Por isso, não se dá o diagnóstico de psicopatia antes dos 18 anos”, diz o psiquiatra forense Guido Palomba. Mas algumas crianças que apresentam esses distúrbios vão, sim, se tornar adultos psicopatas, por mais acompanhamento e tratamento que recebam. É o caso de Gustavo: ele nasceu e vai morrer assim. Hoje, aos 40 anos, busca contato com os parentes – mas só para prejudicá-los. Roubou objetos dos pais na única vez que o deixaram entrar em casa. “Continuo em terapia porque a dor de perdê-lo foi dilacerante. Senti culpa e saudade, mas sei que para ele eu não valho nada”, diz Natália.


“Às vezes, eu acordava no meio da noite e ele estava nos observando dormir. Percebi que nos mataria a qualquer momento.” – Natália, mãe de Gustavo. Argentina.


Há muito tempo, quando ainda pequeno, minha mãe costumava contar-me a respeito de um homem que levava as crianças pequenas e malcriadas para longe de seus lares. Tenho certeza de que ouvira histórias ou lendas semelhantes. A simples menção a respeito do homem era o suficiente para colocar medo em nossos tênues e ingênuos corações. Não importava sua aparência, ou o que carregava, e nem o paradeiro dos meninos e meninas sequestrados; o que importava era somente uma coisa: não desobedecer aos seus pais, pois essa era a lição a ser aprendida.

Eu vivia em uma amena e afastada cidade no interior do Estado, e, em razão disso, conservávamos tradições e costumes locais. Lendas, portanto, eram adaptadas ao nosso ambiente rural. Pais contavam a seus filhos que o homem, ao sequestrar as crianças, desaparecia com elas para dentro de uma densa floresta que fazia fronteira a malha urbana. Sequer chegávamos próximos à borda dessa floresta. Adolescentes – que sabiam que a história não passava de um simples folclore – perambulavam por entre as matas. Caçadores, idem. Não culpo nenhum deles, afinal, o alvo do homem da floresta eram crianças como nós.

A fábula, de fato, consistia-se em um conto antigo. Remetendo-se há tempos longínquos e esquecidos. Provavelmente meus avós escutaram a mesma narrativa que eu, assim como seus antecessores. Nunca soube ao certo quando ou como isso começara. Nem era uma criança má, embora estremecesse diante da história do mesmo modo que qualquer outro garoto de minha idade. Contudo, os anos passaram, e a inocência escapara de meus dedos, somente para dar graça às alegrias, preocupações, orgulhos e frustações da vida adulta.

Hoje, meu único filho, Ethan, com apenas sete anos de idade, representa tudo o que tenho de mais sagrado. Embora possa parecer clichê ou piegas, ele é a razão da minha vida. Minha esposa, Lisa, morrera ao dar a luz, e Ethan jamais chegara a conhecer sua própria mãe. Eu fazia de tudo para que nada lhe faltasse, e ele crescera bem. Sabia que se tornaria uma excelente pessoa no futuro. Morávamos na mesma cidade que cresci e passei tanto a amar. Inúmeros amigos haviam se mudado, alguns permaneciam e poucos retornavam para cá em questão de tempo. Ethan frequentava a mesma escola, brincava no mesmo parque e andava de bicicleta nas mesmas ruas que eu, como o fizera em sua idade.

Nunca lhe contei ou amedrontei-o com essas histórias. Não houve e nem haveria necessidade. Uma noite, no entanto, acordei exatamente às 03:30 a.m., pois escutara um barulho no corredor. Levantei-me para conferir o que poderia ser e encontrei Ethan em pé, parado diante à porta da frente. Aproximei-me de meu filho, chamando-o pelo nome. Ethan – que estivera imóvel como uma estátua – mexeu-se, virando em minha direção. Seus olhos, sonolentos e confusos, vaguearam pela sala de estar até perceberem minha presença. Perguntei-lhe o que fazia ali, e ele dissera-me que não sabia.

Aliviado, percebi que não passara de um simples caso de sonambulismo. Carreguei-o até a cama, cobri-lhe e dei um beijo de boa noite. No dia seguinte, enquanto servia o seu cereal favorito, questionei-o a respeito, e como havia imaginado, Ethan não se lembrava de nada. Terminamos, deixei-o na escola e parti para o trabalho. Uma semana depois... Ethan desaparecera. Foi no meio da madrugada. Sentindo uma secura intensa, levantei-me para beber um pouco de água, encontrando a porta da frente aberta. Por instinto, minha primeira atitude foi correr até seu quarto, somente para deparar-me com uma cama vazia. Procurei por toda a casa e não havia nenhum sinal do meu filho. Saí para o jardim e a rua nada mais me oferecia a não ser o breu e a quietude noturna.

Assim, enquanto uma equipe de busca perambulava pela cidade, dois policiais interrogavam-me. Explicaram-me que, por medidas de segurança, me acompanhariam no restante dos dias, pois o sequestrador poderia fazer algum contato comigo, pedindo por alguma quantia de dinheiro em troca do meu filho. Depois de três dias as buscas por Ethan estenderam-se para cidades vizinhas. Pôsteres e fotografias foram espalhados para todos os cantos. Amigos e vizinhos prestaram-me auxílios. Os policiais que permaneceram comigo durante esse tempo voltaram para suas estações, dizendo-me para ligá-los caso algo acontecesse.

Os próximos meses foram como um inferno para mim. Minha vida tornou-se apática, sem sentido. Por inúmeras vezes dirigi o carro até a escola de Ethan no caminho para o trabalho, simplesmente por puro hábito. Ao preparar o café da manhã, colocava dois pratos à mesa. De noite escutava sons na casa, e perguntava-me, em mente, se Ethan estivesse acordado. Todos esses momentos... Em que me pegava realizando as mesmas atividades rotineiras que anteriormente envolviam a presença de meu filho... Partiam meu coração. Comecei, gradativamente, a acordar no meio da noite, clamando por seu nome, como se o houvesse visto em algum sonho em que nunca conseguia me lembrar dos detalhes.

Aos poucos, a paranoia tomou conta de mim. Concentrar-me no trabalho tornara-se uma atividade praticamente impossível. Também não queria ficar em casa por mais tempo além do necessário. Passei a frequentar bares, sozinho. Dormia pouco; quando não passava noites em claro, vagando pela cidade. Era uma desordem completa, e embora meu chefe solidarizava-se com a situação, disse-me que não poderia continuar desse modo. Eu deveria superar aquilo, caso contrário não haveria outra escolha, a não ser demitir-me. Foi durante uma noite, em particular, que adormeci embriagado na minha sala de estar. Acordei, alarmado, pensando ter escutado um barulho qualquer. Trôpego, caminhei em direção ao banheiro. O que vi, no entanto, assombrou-me imensamente. Imóvel, de costas para mim e contemplando a porta da frente, estava Ethan.

Aquilo me chocara. Sabia que não poderia ser real. Como poderia? Ethan desaparecera há meses. Minha mente, insana, começara a pregar-me peças. Não conseguia e nem podia acreditar em meus olhos. Em um primeiro momento, fiz a menção de correr em sua direção, mas algo havia me impedido, pois minha atenção subitamente desviara-se para a silhueta de um homem, que se encontrava parado à soleira da porta entreaberta. Desnorteado em meu desespero, implorei para que Ethan ao menos virasse seu rosto em minha direção. Entretanto, meu filho começara a caminhar em direção à porta. Pedi-lhe que voltasse, porém, indiferentemente, ele continuara. Dando suas mãos a aparição sombria, Ethan caminhara noite afora.

Segui-os e notei que ambos encontravam-se há cerca de cinquenta metros da casa. Sentia que algo estava errado, porém continuei a acompanhá-los. O caminho pela qual a assombração (pois já duvidava que fosse qualquer outra coisa) seguia não me era estranho. Curiosamente, não havia ninguém nas ruas. Sequer uma alma bisbilhoteira a espiar por entre as frestas de uma janela qualquer. Absolutamente nada. Continuei em seus encalços, até perceber para onde ambos se dirigiam. Parei, e enquanto estático, observei-os adentrar na borda da floresta. Por algum motivo, meu corpo cobriu-se de arrepios, enquanto que um nó no estômago começara a se formar. Reunindo coragem, ultrapassei o cercado que separava as árvores da estrada.

O interior da mata era completamente fechado, e mal pude enxergar o caminho. Ethan desaparecera, porém continuei a andar, como se algo me impelisse a continuar em frente. Aos poucos, acostumei-me à escuridão, e uma impressão ruim acometera-se sobre mim. Percorri, por centenas de metros, aquela densa vegetação. Era estranho. Nunca estive naquele lugar, mas passava-me uma sensação diferente. Não me lembrava de nada, mas a intuição guiava meus passos conforme avançava pelo desajeitado caminho da floresta. Ofegante, cheguei finalmente a uma pequena clareira. O luar a iluminava muito bem, e pude ver o que o acaso me revelara.

Ao canto, próximo a uma rocha, havia uma ossada. Lágrimas afloravam de minha face conforme me aproximava do corpo há muito carcomido por vermes. As roupas eram do mesmo pijama que Ethan vestira na noite em que desaparecera. Caí de joelhos, aos prantos. Segurei o que restara de seu corpo em meus braços, enquanto que soluços tomavam conta de mim. “Por que Ethan?” “O que houve?” “Por que está aqui?” “Por que de todos os lugares, este?”. E aos poucos, conforme proferia múltiplos questionamentos, dei-me conta da verdade. Esta floresta... Este lugar amaldiçoado. Era para cá que crianças deveriam ser levadas. Crianças que desrespeitavam a seus pais. Ethan era uma delas. Sim... Ele desobedecera a mim. Pois naquela noite, implorei-lhe para que a permitisse viver.


Não me admirava que não o houvessem encontrado. Sequer acredito que tenham procurado por ele aqui. É uma cidade pequena, não disponibilizavam de muitas mãos ou recursos. Compreendia agora. Meu fingimento. Minha crença infundada em acreditar que tudo estivera bem, quando claramente não estava. Pois no dia em que nascera, Ethan arrancara Lisa de mim... Ele a havia afastado de mim, deixando-me sozinho. Foi ele quem prejudicara nossas vidas. Por isso fiz o que precisava ser feito. Por isso naquela noite, conforme segurava suas pequenas mãos, percorri por esse mesmo caminho. Por isso o abandonei aqui... Para que o homem da floresta o levasse de mim.
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